quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fidelidade partidária


A política no Brasil é feita de “acertos”, no estado da Bahia, por exemplo, até a morte do então cacique da política da terra, o Senador Antônio Carlos Magalhães, era enorme a quantidade de Carlista, nome dado aos “seguidores de ACM”, quando o líder morreu, os “ratos” começaram a abandonar o navio. A fidelidade partidária não existia, o que realmente imperava, eram as vantagens ou desvantagens de pertencer a um certo grupo.

Muito se discuti a questão da fidelidade partidária, a quem de fato pertence o mandato, se é ao político ou ao partido no qual ele usou para se eleger. Será que as constantes trocas de legendas muito comuns no nosso país é uma atitude honesta para com o eleitor? Esse troca-troca é tão rotineiro, que corremos o risco de votar em um petista e no meio do mandado ele migrar para os Democratas.

Para combater essa prostituição eleitoreira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovou, por unanimidade, o projeto do ministro Carlos Ayres Brito, que prevê a perca do mandado para quem trocar de partido, entendendo que o mesmo pertence ao partido e não ao candidato. A lei é válida para todos os níveis: presidente, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais além dos vereadores.

Desde a homologação da lei, centenas políticos tiveram os seus mandados cassados, só no estado de Minas Gerais, cerca de 203 vereadores já foram punidos em virtude da infidelidade. Porém, inúmeros processos ainda aguardam uma resolução no TSE.

E para o eleitor, será que faz diferença o fato do seu candidato mudar de partido após ser eleito? Se por acaso, essa prática lhe cause indignação, é simples: antes de votar procure saber o passado político do candidato, observe por quantas legendas ele já passou; essas pequenas atitudes podem ser fundamentais na hora do voto.

4 comentários:

Luis Otavio disse...

e o assunto politica cada vez mais forte ainda mais agora chegando na hora de votar, temos que pensar direito mesmo e procurar saber do passado dos candidatos, nao podemos colocar "qualquer" um no poder, passou da hora de votarmos certo.

vlw abraços

http://nalinhadefundo.blogspot.com/

Prolixo Lacônico disse...

muito bom o texto sobre politica...a parte da bahia entao..
parabens pelo blog...

malcan disse...

Concordo com você. O troca-troca de partido só nos faz de idiotas, porque quando votamos em um candidato, votamos por causa de suas propostas, e pela identificação com seu partido. è muito bom saber que STE tomou uma atitude contra isso.

Alice disse...

Meg Macedo diz:

Essa questão de infidelidade partidária é o mesmo de oferecer banana a macaco, pois, é quase impossível vc encontrar um politico comprometido com o seu partido, geralmente, eles agem de acordo com os seus interesses, mas, essa atitude do TRE vai mudar um pouco esse cenário. Ao menos, espero.

P.S.: Adoro esse blog, pois, quando quero me atualizar, me politizar é só linkar triplicando... Espero que continuem assim!!!

Bjus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!