terça-feira, 15 de setembro de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

A arte de sobreviver das ruas




Por Emerson Rocha



“Olha a fruta, freguesa! Relógio na minha mão é 10 reais; eu tenho DVD de cinco; olha o picolé...”. É, desta forma, vendendo mercadorias que muitos trabalhadores na cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, garantem o seu sustento. Eles fazem parte do mercado de trabalhadores informais e vivem da loteria do comércio: um dia está a favor, no outro contra.



Pelas estreitas ruas do município, pode-se ver pessoas vendendo de tudo: roupas, comida, relógios, cafezinho e utensílios domésticos. Elas expõem suas mercadorias e tentam seduzir o cliente da melhor maneira possível. No grande shopping a céu aberto da cidade, há diferentes produtos e várias histórias de cidadãos que sobrevivem do comércio informal.


Uma dessas histórias é a de Silvana Tereza Conceição de 28 anos de idade. Com jeito simples e voz mansa, a moça trabalha como camelô desde os 14 anos. Ela nunca teve um emprego de carteira assinada, e tira o seu sustento e dos três filhos da venda de frutas e verduras em frente ao terminal de transbordo da cidade.


O dia de Silvana começa bem cedo. Para conseguir as melhores frutas, ela sai de casa, no bairro Piranga I, antes das cinco horas da manhã, indo em direção ao Mercado do Produtor. Com o carrinho abastecido, segue do mercado para mais um dia de trabalho.


Mãe de três filhos, recebe o Bolsa Família, mas explica que o auxílio do Governo Federal é insuficiente. “Pra sustentar a família de Bolsa Família não dá. Pagar água, luz, bojão... e aí? Nosso único meio de vida é esse, comprar e vender”, afirma, que acrescenta que já perdeu suas mercadorias por várias vezes.


A vida de um ambulante é inconstante, quando saem de suas casas levam consigo a esperança de uma boa vendagem e o desejo de um dia proveitoso. Esses profissionais das ruas transformam-se em artistas que interpretam cenas da vida real.


Trabalhando nas ruas há vários anos, José Aílton de Souza, 52 anos, compara a sua vendagem de relógios a uma pescaria: “Um dia pode pescar bem, e no outro menos”, explicou seu Aílton, como gosta de ser chamado.


APOSENTADORIA

A incerteza de vendas não é o único problema enfrentado por esses trabalhadores. Outra dúvida constante sobre suas vidas é em relação à aposentadoria. Muitas dessas pessoas desconhecem os caminhos para requerer o benefício como trabalhador autônomo.


O Governo Federal lançou o Programa de Microempreendedor Individual (MEI), que começou a vigorar a partir do mês de julho. O objetivo é fazer com que trabalhadores autônomos formalizem o seu trabalho e passem a ter direitos como aposentadoria por invalidez ou idade, licença maternidade, auxílio-doença e outros benefícios da Previdência Social.


Para tanto, pessoas como Silvana e Aílton deverão pagar mensalmente R$ 52, 15, sendo R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$ 51,15 do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O Ministério da Previdência Social garante que a aposentadoria será de um salário mínimo, para mulheres de 60 e homens de 65 anos, que contribuírem com o programa. Porém, os preços cobrados afastam alguns trabalhadores.


Aílton afirma que a cobrança feita pelo Governo é muito alta, o que dificulta a aposentadoria dos autônomos. “A margem que é oferecida à pessoa que trabalha no serviço informal pra pagar ao INSS, é muito alta. Às vezes, a gente falta pra pagar”. Ailtom revelou que consegue em média um salário mínimo por mês com o seu trabalho, o que dificulta o pagamento do tributo.


Terezinha Silva, 58 anos e há oito trabalhando como camelô, disse ter trabalhado de carteira assinada apenas um ano, tendo contribuído com a Previdência Social somente nesse período. Ela fala que não paga por acreditar que não vale mais a pena: “o preço é muito alto, e eu já estou com 58 anos, não vai mais valer”, explica a comerciante.

O ALTO NÚMERO DE AMBULANTES NA CIDADE


Camelódromo Dois de Julho, criado como alternativa para diminuir o número de ambulantes nas ruas de Juazeiro

A cidade de Juazeiro estar repleta de ambulantes. Uma das mediadas adotadas para diminuir o número de ambulantes nas ruas da cidade é o Camelódromo Dois Julho, inaugurado há oito anos, com a finalidade de abrigar os ambulantes retirados das ruas. Terezinha é uma dessas pessoas, ela trabalhava na Rua Oscar Ribeiro e foi transferida para o novo ponto.


A estudante, Gabriela Canário, 22 anos, reclama do alto número de vendedores ambulantes na rua. “Ali na Rua dos bancos é horrível. Eles já tomam a frente das calçadas. O grande número de ambulantes além de dificultar a passagem dos carros, também dificulta a visão dos pedestres, causando acidentes”, afirma a jovem que apesar dos transtornos gosta de comprar na mão de camelôs.


“Eu costumo e até prefiro comprar na mão de camelô, por causa da variedade que você encontra e pelo preço muito mais acessível. Claro que a qualidade não é a mesma, mas vale a pena”, ressaltou Gabriela.


A comerciante revela que, embora ganhasse mais com a sua barraca na rua, ela não abre mão do seu ponto no novo estabelecimento. “Na rua, eu gostava porque a gente vendia mais. Mas aqui eu gosto porque é um local que a gente fica na sombra, não pega sol, não pega peso”, observa a comerciante.

Fora do camelódromo, os ambulantes têm que pagar um lugar para guardar os seus produtos. “Lá a gente pagava uma taxa por mês pra guardar nossas mercadorias, aqui não. Se fosse pra ir pra rua eu não queria. Mesmo ganhando ais, não quero ir pra rua”, disse Terezinha.


Tanto na rua ou dentro do camelódromo, a vida de Silvana, Aílton e Terezinha unem-se nas mesmas lutas, conquistas e aflições: a incerteza de vender ou não; o risco de ter suas mercadorias apreendidas; o caos da violência urbana entre outros.


Mas, apesar das adversidades, eles sentem orgulho do seu trabalho e da cidade que os acolheu. “Trabalho aqui há muitos anos, praticamente eu sou um juazeirense nato. Sou filho de Juazeiro, me adeqüei aqui. Eu amo a minha cidade”, concluiu Airton.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Agricultura familiar tem espaço na FENAGRI 2009




Durante a Feira Nacional da Agricultura Irrigada (FENAGRI), realizada em Juazeiro, de 15 a 18 de julho, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) um espaço chamou bastante atenção: o stand reservado à agricultura familiar. Em um local onde as grandes negociações são tidas como prioridade, a presença de pequenos produtores com suas cooperativas mostra, que mesmo em ambientes de grandes negócios, há espaço para todos.



A agricultura familiar é uma prática de pequena produção, costumeiramente voltada para a subsistência. Porém, essa modalidade vem ganhando visibilidade nos grandes eventos comercias. A participação na FENAGRI é uma prova dessa nova realidade.


Segundo Gilcélio de Souza, presidente de uma cooperativa de mel em Irecê-BA, faltava atenção dos governantes para agricultura familiar. “Antes tinha muita dificuldade, o poder público não olhava muito para essa questão”, afirma o produtor, que hoje reconhece a importância da agricultura sustentável em um espaço como a FENAGRI. “Já participei de outras feiras e essa foi a mais importante”, disse.



O Secretário de Agricultura, Desenvolvimento rural e Meio ambiente da cidade de Juazeiro, Jaírton Fraga, defendeu a participação dos pequenos produtores na feira. “Eu acho que esse espaço, cada vez mais, tem que ser reafirmado como campo da agricultura familiar irrigada e de sequeiro, para articular os mercados tanto interno quanto externo”, declarou o Secretário.



O Prefeito Isaac Carvalho disse que o objetivo da FENAGRI era integrar o pequeno e o grande produtor, já que a temática da feira estava voltada para sustentabilidade. “Procuramos trabalhar a concepção da feira de forma que integre toda a cadeia produtiva. Essa não é uma feira do grande e nem do pequeno, é uma feira do agronegócio”, concluiu o Prefeito ressaltando a importância da inserção dos trabalhadores da agricultura familiar e suas cooperativas em eventos do porte da FENAGRI.




Por: Emerson Rocha (T) e (F)
Laércio Lucas (T)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que é que estou fazendo aqui?


Lembro que quando decidir estudar jornalismo fui indagado por alguns amigos e parentes, sempre com a seguinte pergunta: “ah, por que você não faz outra coisa, vai fazer logo jornalismo? “. Eu sempre respondia: “se é pra fazer um curso superior, eu quero uma coisa que me der prazer. Por isso vou fazer jornalismo, mesmo morrendo pobre”.


Após a decisão do Supremo Tribunal federal, que ontem, 17 de junho, decidiu pela extinção do diploma de jornalista, chegando a comparar a profissão que eu escolhi com a de cozinheiro, (com todo respeito a essa classe), eu me questiono se fiz a escolha certa. Talvez tivesse ter ouvido aquele amigo do meu pai que sempre me aconselhou a fazer direito.


Quando penso que sair da minha casa, deixei minha família, amigos e vim morar em uma cidade que nem sabia pra que lado ficava; tudo em nome de uma paixão e, porque não, de uma vaidade: ser jornalista e ter um diploma. E agora, decidem que qualquer um, sem o mínimo preparo, pode ser aquilo que eu estou estudando para ser, causa desanimo e decepção.


Fico triste por saber que o órgão que diz representar os estudantes de comunicação do Brasil, a ENECOS, compactua da opinião dos Ministros do Supremo, como Excelentíssimo senhor Gilmar Mendes. Ambos repudiam o diploma de jornalista; eu só queria saber o motivo.


Médicos, advogados, engenheiros, pedagogos, entre outras profissões exigem o diploma para que sejam exercidas. Então, por que a profissão que eu escolhi tem que retroceder?


Mesmo com este duro golpe, não desistirei do meu objetivo: tornar-me um jornalista FORMADO, com o meu DIPLOMA. É isso que eu vim fazer aqui Ministro Gilmar, eu vim estudar para ser um JORNALISTA e não um cozinheiro.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"Eu me intitulo maluco, mas não doido". As Faces de Jorge Galego


O TRIPLICANDO! , no seu primeiro aniversário, tem o prazer de entrevistar uma das figuras mais conhecidas do curso de Comunicação Social – Jornalismo em Multimeios da UNEB campus III. Afinal, quem, dentro do DCH III, nunca ouviu uma história ou leu algum texto produzido por ele? Apreciador de uma boa aguardente; amante das mulheres; ateu e humanista convicto. Para uns, louco, para outros, nem tanto. Com vocês: Jorge Gonçalves dos Santos o popular Jorge Galego.



TRIPLICANDO! Você Já foi Jorge “Impetuoso”, Jorge “Boi bravo” e hoje atende por Jorge “Galego”. Afinal, quem é você?

Jorge Galego: Eu sou o que sou, parecido com um tipo de criatura divina. Supostamente dizem que o suposto criador quando perguntavam quem ele era dizia: eu sou o que sou. Não querendo ser "Deus", mas eu sou o que sou e estou o que estou. Eu me intitulo maluco, mas não doido

T! Jorge, no primeiro dia de aula você se apresentou como humanista e ateu convicto. O que te levou a adotar essa postura?


JG: É a descoberta, todos nós seres humanos somos humanistas por natureza. À medida que você vai pegando experiência de vida, vai construindo a sua identidade, baseado no vê da sociedade e vai chegando onde quer.

T! Em que período da vida você decidiu se tornar ateu?

JG: Eu sempre fui um questionador, sempre gostei de questionar até mesmo quando sozinho. Quando tinha 16 anos me encontrei para chegar ao ponto, com conhecimento científico, de me preparar gradativamente com esperteza porque sou de família tradicional e não podia me declarar em alto e bom som, com 16 anos, porque aí, sim, eu seria internado no hospício como louco. Ateísmo com 16 anos nem pensar. Mas aos 19 bati o martelo.

T! Esse ateísmo já foi colocado em xeque?

JG: Não! Eu não o coloquei em xeque e nem penso em colocar, eu penso em aperfeiçoar. Eu acredito, friamente, que o ateísmo nato será espalhado. Aqui no Brasil onde apenas 1% da população se declara atéia, onde os demais têm preconceito, elas têm esse direito, mas eu não tenho medo. Eu acho que o ateísmo tem que ser difundido no Brasil, e eu me proponho a ser esse cara.

T! Um dos momentos em que você foi mais comentado na Universidade foi quando escreveu o texto sobre o Newtal, sugerindo a troca do Natal pelo Newtal. Gerou uma grande polêmica. Você é polêmico?

JG: Sempre fui e gosto de gerar discussão, de dar uma alfinetada quando uma conversa ta meio morta eu colocar algo pra apimentar... Eu gosto muito. Eu me sinto polêmico.

T! Tanto alguns professores quanto alguns colegas te vêem como teimoso, louco e até mesmo reacionário. Qual o seu pensamento sobre isso?

JG: Na questão de loucura, apesar de vir de uma família com instabilidades, eu posso declarar o seguinte: eu não sou louco. Inclusive já cheguei a declarar que um dos meus medos é chegar a me tornar louco. Loucura não.
Teimosia é algo a questionar. Teimoso não, persistente. Acho que essa é a palavra certa. O sertanejo antes de tudo é persistente.
Reacionário, é... em partes, eu sou dotado, também, pela fonte de equilíbrio. Eu sou um complexo de equilíbrio (repare só) de estar centrado, tranqüilo e também de um pouco de reacionário, ter firmeza nas posições.

T! Você já expôs, em algumas aulas, a sua postura em relação à pena de morte e maioridade penal, chegando a defender a redução para 12 anos. Essas opiniões não são muito controversas para uma pessoa que quer ser diplomata?

JG: O Estado deveria focar muito nos próximos anos em preparar os presídios para devolver os habilitáveis, os normais, aqueles que têm condições de voltar à sociedade. Já os demais, eu acho que é uma perca de tempo do Estado insistir em recuperar o irrecuperável. Depois de uma cadeia, psicólogos, psicanalistas analisando, observando o comportamento de alguns presos que cometeram crimes bárbaros, como tirar a vida de um ser humano, eu acredito que o Estado e as pessoas devem debater e aplicar a pena de morte.
A partir da adolescência eu acho que a pessoa já tem uma noção básica do que é certo e errado e deve ser punida de acordo com a gravidade do seu crime. Mas, é claro que a minha pena de morte eu defendo para maiores de 18 anos.

T! No jornalismo você tem um grande entusiasmo pelo rádio. O que esse veículo significa na sua vida?

JG: O rádio foi meu companheiro desde criança, eu não tinha rádio em casa, mas ouvia na casa do vizinho. Eu sempre gostei,sempre tive uma paixão muito grande por ta me informando, vendo o que ta acontecendo fora. Quando a gente tem experiência em uma pequena cidade do interior, agente quer vê o brasilzão e o rádio por ter por dar aquela emoção no ouvido da gente... eu gosto muito e dentro do jornalismo é ali que eu quero pairar.

T! Galego, todo mundo sabe que você é apreciador de uma boa aguardente e que não vive sem sua Caribé. Como foi que começou esse romance? E até onde ele vai?

JG: Eu espero que esse fim vá comigo. Eu aprecio aguardente por ser sertanejo, pelo gosto que aguardente tem. Eu bebo apreciando, como se fosse um amor mesmo... saudável. Apesar de que nessa brincadeira eu apanho mais do que venço; ta numa propoção de oito para dois. E quanto à essa questão, tem o alcoolismo que é uma doença, eu me preservo, tenho todo cuidado para que não aconteça comigo. Eu quero beber pra continuar bebendo. Eu gosto muito de aguardente, é muito boa; aguardente é comigo mesmo, se tiver alguma por aí esconda (risos).

T! Agora vamos falar sobre um assunto que muito te interessa: mulher. Você tem sempre uma cantada pronta e não dispensa ninguém. Pra você, caiu na rede é peixe ou existem critérios?

JG: Essas cantadas soam mais como brincadeira. Mulher só por ser chamada de mulher, aquelas curvas, a anatomia feminina, é demais, é demais. Eu tenho essa fama de galanteio, de dar uma cantadinha nas minhas colegas, mas é só brincadeira.

T! Você gosta de chamar as mulheres de rapariga, mas no bom sentido. O coração de Jorge Galego bate por alguma rapariga em especial?

JG: Rapariga não, “rrrapariga”. Eu tenho uma “rrrapariga” especial que está comigo há cinco anos. Eu sou muito apaixonado pela vida. Sou apaixonado, por mulher, aguardente e o meu tricolor carioca.

T! Jorge, você tem duas manias que chamam muita atenção. A primeira é a de não usar preto em hipótese alguma. A segunda é a paixão pelo número 3, tanto que você só senta na terceira cadeira da sala. Para um ateu convicto você não estar sendo muito supersticioso?

JG: Superstição eu acho que é diferente de religião. As pessoas gostam de se sentir bem e eu gosto de me sentir bem. Tem pouco tempo que eu não uso preto, foi a partir de 2004. Eu usava um cinto, algumas camisas com detalhes, pequenos detalhes eu não ligo. Eu não gosto do contexto da cor preta. É uma paranóia que eu gosto de cuidar, pra mim é uma coisa saudável, não tenho problema em continuar.

T! E o sonho de construir uma fortaleza em Uauá, ainda está de pé? Como será essa fortaleza?

JG: Com certeza. Eu não posso dizer todos os detalhes, mas ela será construída em... eu vou unir as formas retangulares, circulares e triangulares, o triângulo não pode faltar. Eu não sou nenhum arquiteto, mas já fiz a planta. Será: Os círculos se fecharam por si só, é uma meia-lua pequena fechada em outra meia-lua que servirá como torre; três andares; com calabouço; porão. Será construída a base de pedras. Eu vou tentar unir o novo ao antigo. Eu não tenho pressa pra construir essa fortaleza. OS meus 50 anos eu quero comemorar lá, a minha pressa é essa.

T! Falando em sonhos... Na aula de Sociologia da Comunicação, durante uma apresentação de seminário baseado em um texto de Baudrillard, você contou a turma sobre uma reflexão. Relembre um pouco desse momento e diga-nos qual foi a sua inspiração.

JG: Eu falei que tinha tido uma alucinação. Eu me sentia um xeique no meio de 36 prostitutas de carteirinha. Foi uma brincadeira, rolou e... A inspiração vem do ser humano, do sentimento natural de apreciar essas beldades da natureza que são as mulheres.

T!Você é fã de músicas tidas como brega. Jorge, qual é o brega da sua vida?


JG: Determinar um tipo de música brega, pra mim, é difícil, eu gosto de apreciar o brega ouvindo. Não sei bem o nome da música, mas Adelino Nascimento, um “bregueiro” que morreu ano passado, inclusive no dia em que eu fui para um show de Amado Batista, outro “bregueiro” conhecido, eu não sei nome da música, mas Adelino Nascimento tem um brega que eu gosto muito. Eu gosto mais de ouvir, inclusive se tiver uma aguardentinha do lado, é bom demais.

T! Você já foi membro do TRIPLICANDO! e de repente, saiu. Por que você nos abandonou?


JG: Na época eu era Jorge dos Santos. Eu deixei o TRIPLICANDO! porque eu não gosto de tá amarrado a certas artimanhas tecnológicas, eu sou mais focado no lado real e quando você vai lá pra internet... o virtual não me seduz, deixei pra vocês que são apaixonados pela internet.